Aerys II Targaryen: 7 decisões que destruíram os Targaryen
Quando se fala na queda da Casa Targaryen, muitos fãs apontam diretamente para Daenerys.
Mas a verdade é mais incômoda — a tragédia Targaryen começou muito antes dela.
No centro dessa origem está Aerys II Targaryen, o último rei da dinastia a sentar no Trono de Ferro antes da Rebelião de Robert.
Seu reinado não apenas destruiu uma casa milenar — criou um trauma hereditário que ecoou até o fim de Game of Thrones.
Table of Contents
Quem foi Aerys II Targaryen?
Aerys II subiu ao trono cercado de expectativas.
No início, era visto como carismático, inteligente e disposto a restaurar a antiga glória dos Targaryen após anos de instabilidade política.
Mas, ao longo do tempo, seu governo foi sendo corroído por medo, isolamento e obsessão pelo poder absoluto.
O ponto de ruptura veio após seu sequestro durante a Defiance of Duskendale.
Quando retornou do cativeiro, Aerys não era mais o mesmo homem.
A partir daí, cada escolha acelerou a ruína da dinastia.
Para leitores que desejam consultar detalhes cronológicos e registros oficiais do universo criado por George R. R. Martin, a biografia de Aerys II Targaryen na A Wiki of Ice and Fire reúne informações completas sobre seu reinado e queda.

🔥 As 7 decisões que destruíram os Targaryen
Decisão 1 — Governar pela paranoia após Duskendale
Depois do sequestro, Aerys II Targaryen passou a enxergar traição em todos os lugares.
A confiança desapareceu, e o medo se tornou a lente através da qual ele via o reino.
Aliados históricos passaram a ser tratados como inimigos em potencial.
Decisão 2 — Isolar-se politicamente
Aerys se afastou de conselheiros experientes e se cercou de bajuladores.
Sem contrapontos, suas decisões deixaram de ser estratégicas e passaram a ser impulsivas.
O isolamento do rei enfraqueceu a própria Coroa.
Decisão 3 — Executar lordes sem julgamento
O medo virou ferramenta de governo.
Prisões arbitrárias, torturas e execuções públicas tornaram-se comuns.
Com isso, Aerys não apenas perdeu o respeito da nobreza — criou o ódio que alimentaria a rebelião.
Decisão 4 — Transformar o fogo em instrumento de poder
O fogo, símbolo ancestral dos Targaryen, deixou de representar autoridade e passou a significar terror.
Aerys acreditava que o fogo era purificador.
Queimar inimigos era, em sua mente, um ato de justiça divina.
Decisão 5 — Obsessão com o fogo vivo (wildfire)
A loucura atingiu seu auge quando Aerys planejou incendiar Porto Real inteira.
Diante da possibilidade de perder o trono, ele preferiu destruir o reino a entregá-lo.
Essa decisão revela algo crucial:
👉 para Aerys II Targaryen, Westeros existia para servi-lo — não para ser governado.
Decisão 6 — Tratar o reino como propriedade pessoal
Aerys confundiu realeza com posse.
Ignorou o dever de proteger o povo e passou a enxergar o poder como um direito absoluto.
Essa visão rompeu definitivamente o pacto entre rei e reino.
Decisão 7 — Ignorar o impacto do próprio legado
A última — e talvez mais devastadora — decisão foi não pensar no futuro.
Aerys deixou como herança:
- medo do nome Targaryen
- associação entre fogo e tirania
- um passado traumático impossível de apagar
Esse legado cairia diretamente sobre seus filhos e netos.

O assassinato que mudou a história
O fim do Rei Louco veio pelas mãos de Jaime Lannister, o Regicida.
Mas o ato não foi simples traição — foi uma tentativa desesperada de impedir um massacre em escala inimaginável.
A morte de Aerys II Targaryen marcou:
- o colapso definitivo da Casa Targaryen
- o ódio de Westeros pelo nome da dinastia
- o início de uma herança manchada por loucura e medo
Aerys não morreu apenas como rei.
Morreu como símbolo do que o poder absoluto pode causar.
Aerys II Targaryen e o legado que Daenerys herdou
Daenerys Targaryen cresceu ouvindo versões conflitantes sobre o pai.
Para alguns, ele era um monstro.
Para outros, um rei traído.
Esse conflito moldou sua identidade.
O mais perturbador é que Daenerys repete padrões de Aerys, mesmo com intenções opostas:
- usa o fogo como solução final
- confunde justiça com obediência
- acredita saber o que é melhor para todos
Ela começou governando pela libertação.
Mas o método… sempre esteve ali.
O sangue que sobreviveu: Jon Snow
Aerys II foi avô de Jon Snow, nascido Aegon Targaryen.
Jon carrega o mesmo sangue que incendiou reinos — mas faz escolhas diferentes.
Enquanto Aerys governou pelo medo e Daenerys sucumbiu ao peso do poder, Jon representa a ruptura do ciclo.
Ele questiona o próprio direito ao poder e, quando poderia governar, recua.
A mensagem é clara:
o sangue influencia, mas não determina o destino.

Conclusão: o Rei Louco nunca foi apenas passado
Aerys II Targaryen não é apenas um vilão histórico.
Ele é a raiz invisível que sustenta toda a tragédia da Casa Targaryen.
Entender suas decisões é entender por que:
- Westeros temia Daenerys
- o fogo sempre esteve associado à queda
- o poder absoluto, quando não é questionado, se repete
No fim, a maior tragédia dos Targaryen não foi perder o Trono de Ferro.
Foi nunca conseguir escapar de si mesmos.
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Quem foi Aerys II Targaryen em Game of Thrones?
Aerys II Targaryen foi o último rei da Casa Targaryen a governar Westeros antes da Rebelião de Robert. Conhecido como o Rei Louco, seu reinado foi marcado por paranoia, execuções arbitrárias e obsessão pelo fogo, fatores que levaram à queda definitiva da dinastia.
Por que Aerys II ficou conhecido como o Rei Louco?
Aerys II ganhou esse título após seu sequestro em Duskendale, evento que agravou sua paranoia. A partir daí, passou a ver traições em todos os lugares, governando pelo medo e utilizando o fogo como instrumento de punição e poder absoluto.
Qual é a relação de Aerys II Targaryen com Daenerys e Jon Snow?
Aerys II é pai de Daenerys Targaryen e avô de Jon Snow (nascido Aegon Targaryen). Seu legado de medo, fogo e poder extremo influencia diretamente o destino dos dois personagens ao longo de Game of Thrones.
As decisões de Aerys II realmente causaram a queda da Casa Targaryen?
Sim. As escolhas de Aerys II — como governar pela paranoia, executar lordes sem julgamento e planejar destruir Porto Real com fogo vivo — minaram alianças, provocaram revoltas e criaram o trauma histórico que selou a queda da Casa Targaryen.
